E aí, terminou?

Achei em uns antigos backups aqui no escritório um cd com minhas colunas para a revista WWW. Escrevi estas colunas nos anos de 2005 e 2006. Como elas ainda não estavam disponíveis para os leitores do blog, resolvi colocá-las aqui aos poucos. O que replicarei no blog é o texto bruto, enviado para os editores da revista. Os textos podem estar antigos e, ainda, terem erros. Conto com vossa compreensão. Boa leitura!

Coluna publicada na revista WWW no dia 1 de julho de 2005

E aí, terminou?

Quando você é o responsável por um website ou uma intranet, esta pergunta tem sempre a mesma resposta; pode falar sem medo de errar: Não.

Um website jamais está pronto, por mais que possam insistir no contrário. Muito menos uma intranet ou qualquer outro sistema de informações hipertextuais com esta característica tão marcante que é a interação.

Não fosse assim, na bibliografia mais proeminente que trata do assunto não constariam títulos que tratam o processo de concepção e construção de um website no gerúndio ou o classificam como um fluxo. Um website é um produto de comunicação que não tem início, meio ou fim. Seu processo de construção não acaba simplesmente; seu conteúdo deve ser sempre atualizado e, por mais que o layout esteja definido e prontinho – permanecendo às vezes anos sem qualquer perspectiva de alteração visual – temos sempre que lembrar que um aspecto muito importante de um website é como este sistema de informações aproxima você, seu produto ou sua empresa de seu interlocutor.

Espero que isso não seja, de forma alguma, novidade para os leitores desta coluna.

Uma coisa que muita equipe responsável por website, intranet ou qualquer assemelhado que o valha acaba por esquecer é que:

1 – O dito sistema de informações em hipertexto foi feito, ou pelo menos assim espera-se, com foco em quem vai usá-lo. Pode chamá-lo de usuário (preferivelmente) ou de cliente, mas não o chame de nada que termine com “auta”. Isso seria um atestado de tudo aquilo que representa o oposto ao bom uso da rede. Enfim, é para este indivíduo que o website foi feito.

2 – Tendo em mente que o referido website foi elaborado com um indivíduo (ou uma classe) em mente, e levando em consideração o caráter interativo do meio onde este sistema é disponibilizado para o tal indivíduo, é, no mínimo, esperado que exista um retorno (ou no jargão mercadológico, um feedback) por parte do tal usuário.

E esta é uma questão que jamais deve ser esquecida: interação. Na verdade, é o ponto central desta coluna. Nós, gestores e membros de equipes responsáveis por websites temos sempre que ter em mente estas questões referentes às particularidades da web. É primordial para que possamos realmente fazer bom uso da rede lembrarmos que um website serve para comunicar; e, como bem sabemos, não existe – neste caso – a mais remota possibilidade de comunicação em uma única direção. A informação vai e a resposta vem. Para este ponto, poucos voltam os olhos.

Mas onde eu quero chegar com tudo isso?

É simples, como tudo nesta vida deve ser. Basta que se lembre (ou melhor: que nunca se esqueça) que, se o sistema está no ar, os usuários farão uso deste sistema para se comunicarem com você e com sua empresa.

É triste, no entanto, que isso aconteça com freqüência assustadora. Não é raro esperarmos dias, semanas e até meses em vão por uma resposta a uma pergunta ou mensagem enviada em diversos websites. O tempo de espera varia numa relação que é proporcionalmente direta à paciência ou esperança por uma resposta.

Frustração é o mínimo que sente um usuário que não recebe resposta de uma empresa. Se lembrarmos que é com foco no usuário que sistemas de informações hipertextuais são construídos, saber que estes usuários (nem que seja apenas um) estão frustrados deveria ser razão suficiente para que tudo que gira em torno do website seja repensado. A começar por seus objetivos.

Fazer bom uso da rede significa lembrar que o processo de produção de um website não começa no momento em que o cliente (ou o patrão) procura a equipe apresentando a demanda (começa bem antes, mas isso é assunto para uma próxima coluna) e não deve acabar com o lançamento do website.

Até a próxima!

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