Esta é uma postagem que resgato dos arquivos do blog.
O assunto é mais do que relevante e – infelizmente – continua atual. Uma pena que não consegui resgatar também a imagem que ilustrava a postagem original. No entanto, acho que a imagem que substitui a original é tão boa quanto.

que-deseleganteNo Jornal Hoje desta segunda, 22/10/2012, uma chamada despertou minha atenção. Eles tratariam de cursos de graduação tecnológica em um quadro do jornal chamada “sala de emprego”. O destaque (óbvio) é a lista de vantagens desta modalidade de graduação. Além disso, eles prometeram tratar da demanda por este tipo de profissional no mercado de trabalho (que é crescente).

Como coordeno um curso de graduação tecnológica, fiquei atento e acompanhei a matéria e o bate-papo que rolou no site do jornal assim que a edição da TV terminou.

Não preciso dizer que me decepcionei, né?

É incrível como jornalistas não cumprem seu papel. Tanto a especialista convidada quanto a apresentadora deste quadro do jornal repetiram que aqueles que fazem graduação tecnológica não podem fazer mestrado ou doutorado.

Nada mais distante da verdade. Duvida? Então leia este texto direto do portal do MEC!

Gente, o nome do tipo de curso é graduação tecnológica. Leu direito? É uma graduação! Mestrados e doutorados são cursos de pós-graduação stricto sensu. A lógica já diz que quem faz uma graduação está capacitado para fazer uma pós-graduação, certo? Não para o JH e sua especialista…

Esta confusão é comum nas cabeças das pessoas e aqueles que têm preconceitos contra os cursos de graduação tecnológica ajudam a espalhar esta falácia.

Basta uma busca no Google (coisa que nem a apresentadora do quadro e muito menos a especialista convidada devem saber fazer) para verificar que os profissionais formados em cursos de graduação tecnológica podem sim fazer mestrado e doutorado. Novamente, coloco a prova aqui.

Me deixa duplamente chateado este tipo de coisa. Em primeiro lugar, me chateia o fato de um jornal que deveria prestar um serviço relevante para a população se esforçar em desinformar. Em segundo lugar por propagar um preconceito sem embasamento contra cursos de graduação tecnológica.

Que deselegante!